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De Sidrolândia ao Chile, conheça o grupo que só viaja de bicicleta

De Sidrolândia ao Chile, conheça o grupo que só viaja de bicicleta
fevereiro 15
08:22 2018

Cicloturismo ganha adeptos no Brasil

Até onde você iria de bicicleta? Seja para Sidrolândia, seja para o Chile, o grupo intitulado de Peregrinos do Pantanal viaja até mais de 3 mil quilômetros de bike. São os adeptos do cicloturismo. Você já tinha ouvido falar? É uma forma sustentável, econômica e aventureira de viajar.

Um dos líderes do grupo é o militar da reserva, Antonio Carlos Domingos Cesar, de 53 anos, também conhecido como ‘Cesão’. “Nosso grupo é formado por viajantes do Mato Grosso do Sul. Aceitamos pessoas para viajarem conosco. A única regra é que já tenha feito pelo menos uma viagem de bicicleta. Não cobramos nada. Somos apenas pessoas que viajam juntas e dão suporte umas às outras”, conta.

O grupo empresta os alforges (equipamentos instalados nas bicicletas para levar roupas e objetos) para a primeira viagem e dá todas as dicas e informações necessárias. “Pra pessoa saber se é aquilo que ela quer mesmo, sem precisar dispor de um valor para o caso de depois não gostar”, explica. Alforges podem variar de R$ 200,00 a R$ 2.000,00, dependendo de tamanho, material e marca.

 No momento há 34 peregrinos do Pantanal que viajam juntos e trocam experiências. Mas nem sempre todos se aventuram ao mesmo tempo. “Temos o Elton Xamã, que está fazendo a Carretera Austral, no Chile. Temos também um casal que está fazendo o trajeto da Estrada Real, em Minas Gerais”, relata.

A viagem mais longa realizada pelo grupo foi justamente para o Chile, quando percorreram cerca de 3.600 km em 20 dias. As aventuras são realizadas de forma sustentável. “A gente leva barraca, fogareiro, medicamento, todo material necessário e acampamos. Gasta-se no máximo vinte reais por dia”, garante Cesão.

Para aqueles que não dispõem de tanto tempo, os Peregrinos do Pantanal também promovem as short trips. São trajetos de 200 a 250 quilômetros que normalmente são cumpridos em dois dias, saem sábado e voltam no domingo. “Às vezes vamos para um local perto de Campo Grande, até em fazenda de conhecidos e acampamos lá”.

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Receptividade

Cesão conta que as pessoas tem grande receptividade com quem viaja de bicicleta. “O pessoal das fazendas nos chamam para almoçar ou jantar. Não saímos com esse objetivo, mas eles nos veem com bons olhos”, relata.

​Além de ter passado frio e tomado chuva no Chile, o grupo também faz trajetos de 700 a 800 quilômetros pelo Estado. “Já fizemos o Pantanal da Nhecolândia, do Nabileque, de Murtinho, para quem tem disponibilidade maior. Em uma das viagens percorremos 750 quilômetros passando por Sidrolândia, Jardim, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho e voltamos por Bonito”, conta.

Finalmente, além de bicicleta, os aspirantes a aventureiros precisam ter muita animação e gostar de estar em harmonia com a natureza. Se você não se importa em pegar chuva, enfrentar neve, tempo instável, tomar banhos gelados em lagos e não se importa em receber saúde e bem estar em troca, o cicloturismo é a indicação. “Tem que estar na vibe de pedalar, curtir e gostar dessas coisas. A estrada vai ditando o ritmo”, diz Cesão.

Bateu vontade? Conheça os Peregrinos do Pantanal no Facebook ou entre em contato com o Cesão, pelo telefone 99917-1816.

 

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