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Harfouche defende ‘palmada para educar’ e revela o que houve nas eleições de 2018

Harfouche defende ‘palmada para educar’ e revela o que houve nas eleições de 2018
outubro 08
07:42 2019

Mais votado para o Senado em Campo Grande nas eleições de 2018, ele não pode falar de Política por ser membro do MPMS: ‘menos brasileiro que os demais’

Convidado do Midiamax Entrevista desta segunda-feira (7), o procurador de Justiça do MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) Sérgio Harfouche defendeu castigos físicos como forma de orientação e disciplina dos filhos e também revelou que as diversas mudanças que ocorreram nas eleições de 2018, quando foi candidato a vice-governador, governador e por fim a senador se deram pela direção do partido ao qual fazia parte.

Candidato mais votado ao Senado em Campo Grande, apesar de não eleito, o procurador de Justiça explicou que só pode confirmar se concorrerá em 2020 ao cargo de prefeito da Capital após abril, quando poderá se desincompatibilizar do cargo para poder definir a situação política.

Com quatro filhos e dois netos, Harfouche disse acreditar que a chamada ‘palmada’ deve acontecer apenas após orientação e advertência. “É preciso muito amor, orientação e disciplina. A vida resguarda castigos para todas as situações de desvio. Após a violação, [a palmada] de forma delicada e protetiva ensina. O próprio Código Civil fala que o que se pune é o castigo excessivo”.

Após comentários contrários a fala do procurador, Harfouche foi questionado sobre qual o limite da palmada como forma de punição. “Por isso deixo bem claro. Nunca faça isso com raiva, ira, sempre depois de orientar. ‘Olha, não faça mais isso. Se fizer vou dar duas, três. […] Agora, dar tapa no rosto, varada nas costas, é violação”.

Autor da Lei Paz na Escola, Harfouche defende a reparação do dano causado pelo adolescente em caso de depredação do bem público, como a destruição de algum bem ou parte do colégio. “Quando alunos violam regimento tem advertência na primeira vez, que é um alerta sobre algo mais grave que pode acontecer se tiver uma segunda. Mas o sistema falhou porque só tinham advertências e tivemos essa geração de ‘dá nada não’, que tinha esse sentimento de fazer e nada acontecer. O princípio da proteção integral do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) aponta isso de que o adolescente pode tudo e não deve nada. Isso perverteu uma geração. Nunca tivemos tantos adolescentes envolvidos com drogas, com gravidez precoce. 30% são os “nem, nem” – nem estudam e nem trabalham. Então se seu filho de cinco anos jogou o lixo para fora, peça a ele que coloque no lugar certo. Vai ser uma pessoa melhor aceita e útil para a sociedade”.

Sobre política, Harfouche destacou que como procurador de Justiça acaba se sentindo ‘menos brasileiro que os demais’. “Apesar de não ter a mínima influência no dia-a-dia, sou impossibilitado de me posicionar politicamente antes do prazo [abril].  Fui desafiado a colocar meu nome nas eleições as por inexperiência nesse mundo estranho e cheio de costumes pervertidos e mesmo assim nadando contra isso e sem desvios, tive muitos votos. Tem obsessão de dinheiro. Famílias inteiras que não largam o osso apesar de responderem processo. O cara tem mais de dez inquéritos e se lança. E ainda compra votos dos incautos, que ainda o elegeram”, desabafou.

“Enfrentei sem um desvio sequer e fui o candidato ao Senado mais votado na Capital. Isso me estimulou e me incentivou bastante. Ver que grande parcela da sociedade me apoiou”, disse.

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