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Café: a partir de quantas xícaras pode fazer mal à saúde?

Ontem foi o Dia Nacional do Café, comemorado todo 25 de maio desde 2005, marca o início da colheita do grão nas principais regiões produtoras do Brasil. O consumo diário da cafeína, substância presente na bebida, tem sido associado a uma série de benefícios, que vão desde a prevenção da diabetes até da doença de Parkinson. Porém, a ingestão excessiva pode provocar sintomas de ansiedade, taquicardia, insônia, entre outros. Mas até que ponto a quantidade é considerada dentro do limite?

Embora a tolerância varie até mesmo de acordo com aspectos genéticos, uma revisão de diversos estudos publicada por pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, na revista científica Critical Reviews in Food Science and Nutrition, constatou que até quatro xícaras por dia é considerado uma quantidade sem riscos à saúde – e com muitos benefícios.

Essa estimativa é baseada no tamanho médio de uma xícara de 240ml, que geralmente leva 100 mg de cafeína. Portanto, o ideal para um adulto é consumir, no máximo, 400 mg diariamente.

É preciso estar atento à quantidade em miligramas da substância porque, dependendo da concentração do café, do tamanho do copo e da ingestão da cafeína em outros alimentos durante o dia, o número de xícaras recomendado pode mudar. Além disso, o café expresso tem o triplo de cafeína que o coado, e as idades têm limitações diferentes.

A partir dos dois anos, até a idade adulta, o consumo deve ser de até 100 mg apenas, o equivalente a uma xícara por dia. Já para gestantes e lactantes, o dobro é o limite:200 mg, ou duas xícaras. Para aqueles que são sensíveis à cafeína, ou seja, que com pouca quantidade já sentem um efeito exacerbado, o ideal é que a ingestão também não ultrapasse 200 mg por dia.

Segundo a organização de saúde Mayo Clinic, dos Estados Unidos, os riscos desse alto consumo são muitos, com os mais comuns sendo:

  • Dor de cabeça;
  • Enxaqueca;
  • Insônia;
  • Nervosismo;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Incapacidade de controlar a urina;
  • Batimento cardíaco acelerado (taquicardia);
  • Tremores musculares.

Um estudo de pesquisadores da USP chama a atenção, no entanto, que para aqueles com predisposição para hipertensão arterial, o consumo de 720 ml, ou seja, três xícaras, pode já ser considerado elevado e acelerar um diagnóstico de pressão alta.

Por outro lado, o consumo dentro do recomendado, previne a hipertensão, aumenta a expectativa de vida, diminui o risco de depressão e diabetes, protege contra o Alzheimer e fortalece a memória, segundo uma série de estudos.

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