Saúde

Campo Grande, Corumbá e Fátima do Sul têm casos suspeitos de variante

Paciente de Campo Grande não viajou para o Amazonas e é tratado por hospital particular.

Mato Grosso do Sul investiga três casos suspeitos de infecção pela nova variante brasileira da Covid-19, a P.1, que surgiu em Manaus (AM) e é mais contagiosa que as outras cepas em circulação no País. Os casos são em Campo Grande, Fátima do Sul e Corumbá, este último foi o primeiro a ser detectado no Estado.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), as amostras foram encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, mas ainda não houve resultado sobre o sequenciamento genético delas e não há prazo para quando o Estado receberá uma resposta sobre a situação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o paciente está em um hospital particular de Campo Grande e a amostra foi coletada no início do mês e encaminhada ao Instituto.

Entretanto, diferente do primeiro caso suspeito de infecção pela P.1 em Mato Grosso do Sul, que foi de uma pessoa de Corumbá que viajou para o Amazonas, o paciente de Campo Grande não esteve no estado da Região Norte do País. A Sesau não soube informar, porém, se ele havia viajado para outra unidade federativa que já registrou casos com a variante.

A amostra da Capital foi entregue ao Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen-MS), de onde foi encaminhada para o Instituto em São Paulo, que também é responsável pelo sequenciamento de casos de outros estados brasileiros.

Em nota, a SES informou que “está atenta” às novas variantes e realiza monitoramento de possíveis casos seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

“Nenhum caso de novas variantes foi confirmado no Estado. Até o momento, foram enviadas para sequenciamento três amostras, que seguem em análise no laboratório de referência nacional, o Instituto Adolfo Lutz. Não há novos suspeitos”.

“Quando há algum caso suspeito com histórico de viagem a locais com circulação da nova variante ou casos com clínica e evolução diferenciadas, a área técnica e a Cievs [Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde] estadual acionam o Lacen para envio de tais amostras para a referência”.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que os municípios devem aumentar o número de unidades de terapia intensiva (UTIs), para evitar colapso no sistema de saúde com a possível circulação da variante.

MÁSCARA. Apesar de essencial para evitar contágio, muitos não utilizam

“Precisamos estar preparados, os municípios do Estado devem avançar na instalação de UTIs para Covid-19, principalmente em Dourados, que tem uma taxa de ocupação de quase 100% sempre, e se não fossem os leitos de Nova Andradina e Ponta Porã, já estaria em colapso faz tempo. Temos de estar preparados porque já chegou em mais de uma dezena de estados”, alertou.

Resende disse ainda que teme que a variante chegue em Mato Grosso do Sul com “o quadro mais agressivo”. “Essa variante se apresenta como mais agressiva. Inclusive em muitas faixas etárias em que a doença não foi muito grave a variante pode apresentar complicações mais graves, como entre os mais jovens e as crianças”.

PELO BRASIL

Em todo o Brasil, ao menos 12 estados já confirmaram casos de infecção pela P.1, são eles: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraíba, São Paulo, Roraima, Ceará, Piauí, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

No Amazonas, onde a variante foi detectada primeiro, o sistema de saúde entrou em total colapso, com falta de leitos e até de oxigênio nos hospitais.

Hoje a situação mais complicada é a do interior de São Paulo. No estado vizinho já foram identificados 25 casos da P.1. Desse número, 16 são pacientes que não estiveram no Amazonas e nem em contato com pessoas que vieram de lá.

A pior situação é em Araraquara, onde 11 amostras detectaram a variante de Manaus e também a encontrada no Reino Unido. Por causa disso, a prefeitura do município decretou quarentena de 15 dias, que começou na segunda-feira.

Segundo estudos feitos por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Amazonas, a cepa teria surgido em Manaus em dezembro e vem se disseminando com rapidez. A variante tem mutações importantes na proteína spike, responsável por permitir a entrada do patógeno nas células humanas.

Fonte: correiodoestado.com.br

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Eidson Brito

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