Economia

Indústria e construção puxam alta na oferta de empregos em Mato Grosso do Sul

Ano começou com saldo de 3,4 mil vagas formais geradas; demanda no setor têxtil se destaca.

Mato Grosso do Sul fechou o primeiro mês do ano com saldo positivo na geração de empregos, com a criação de 3.483 vagas formais de trabalho, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com destaque nos setores da indústria e da construção civil.

Na indústria, o saldo foi de 485 novos postos de trabalho formais e 110.101 pessoas com carteira assinada, e o setor que mais empregou no período foi o têxtil.

“Mato Grosso do Sul se apresenta com um futuro bastante promissor no setor industrial, contribuindo diretamente para o crescimento e o fortalecimento da economia local. Muitas empresas querem se instalar aqui e, com certeza, isso tem um impacto positivo muito grande na geração de emprego”, explicou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Federação das Indústrias do Estado (Fiems), Ezequiel Resende.

De acordo com a pesquisa, em janeiro, foram contratados 19.455 trabalhadores com carteira assinada, enquanto 15.972 foram demitidos, resultando no saldo positivo. No ranking nacional, Mato Grosso do Sul é o 11º estado com melhor resultado na geração de empregos.

CONSTRUÇÃO

O setor da construção civil também apresentou destaque, por ser responsável pela geração de 474 vagas formais e 24.167 empregos com carteira assinada.

O presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção (Sinduscon-MS), Amarildo Miranda Melo, aponta que os índices seriam ainda maiores se não fosse a falta de insumos, que dificulta a retomada do setor.

“Estamos nos recuperando aos poucos, o aumento expressivo de alguns materiais e a falta de produtos específicos afetaram diretamente o nosso setor, estaríamos gerando ainda mais empregos, a nossa cadeia não parou e sempre esteve organizada”, destacou.

Amarildo ainda reitera que, mesmo com a pandemia, o setor projeta crescimento e expansão nos próximos meses, em razão da queda de juros e de novos lançamentos imobiliários.

“A nossa cadeia produtiva sempre apresentou índice positivos e a tendência é continuar, estamos com a menor taxa de juros dos últimos anos e novos empreendimentos em planejamento, existe um esforço muito grande para tentarmos vencer essa crise, queremos cada vez mais apresentar números expressivos”, destacou o presidente do Sinduscon-MS.

De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio de Mato Grosso do Sul, Daniela Dias, os setores da construção e da indústria devem continuar apresentando bons resultados ao longo do ano.

“Temos demanda por vários produtos que dependem exclusivamente de indústrias, o que consequentemente causa ainda mais oportunidades de emprego, e na construção civil as taxas são muito positivas em comparação com outros anos, o que tem estimulado ainda mais o setor de obras”.

“Essas atividades econômicas devem continuar apresentando índices positivos ao longo do ano, favorecendo a economia do Estado”, afirmou Dias. No comércio, o crescimento foi de 793 vagas, e no setor de serviços, 1.504.

ESTADO  

Em janeiro de 2021, Mato Grosso do Sul registrou 19.455 admissões, contra 15.972 demissões. O resultado é melhor do que o apresentado em janeiro do ano passado, quando foram gerados 1.854 postos de trabalho no Estado, resultantes de 20.064 admissões e 18.210 desligamentos.

A economista da Fecomércio aponta que a pandemia da Covid-19 impactou diretamente no mercado de trabalho e ainda assim, considerando o período atípico, o resultado é muito positivo para o Estado.

“Os números apresentados são extremamente positivos, levando em consideração o atual cenário. Nós tivemos várias admissões e demissões, mas ainda assim o nosso saldo de empregos está positivo, as admissões vieram de acordo com as próprias necessidades da população, diante das medidas de combate à pandemia, novas necessidades de serviços surgiram”, explicou a especialista.

Entre os municípios, Campo Grande foi o que mais contratou, com saldo de 1.196 vagas, seguido por Dourados (493) e Três Lagoas (447).

Já as cidades que mais fecharam postos de trabalho foram: Caarapó (-127), Fátima do Sul (-121), Bataguassu (-103), Sonora (-63), Naviraí (-48) e Paranaíba (-31).

Em dezembro, a pesquisa apontou que houve diminuição de 2.466 postos de trabalho, apesar disso, MS ainda fechou o ano com saldo positivo de 13.445 empregos formais criados.

NACIONAL  

O Brasil criou 260.353 empregos com carteira assinada em janeiro de 2021, resultado da diferença entre 1.527.083 admissões e 1.266.730 desligamentos, sendo o melhor resultado da série histórica, iniciada em 1992, para o mês.

Fonte: correiodoestado.com.br

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Eidson Brito

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