Saúde

Leitos em hospitais militares de Campo Grande estão em colapso

Forças Armadas foram obrigadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a informar leitos clínicos e UTI disponíveis, quadro é grave

As unidades de saúde das Forças Armadas em Campo Grande estão em colapso e sem vagas para atender pacientes em quadro grave de Covid-19. Os dados, até então mantido em sigilo, foram disponibilizados após determinação do Tribunal de Contas da União.

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Em Campo Grande, o Hospital Militar de Área de Campo Grande, gerido pelo Exército, decretou colapso de sua unidade. A taxa de ocupação de UTI chegou a 157%, decretada como colapso (índice acima de 90%).

O hospital militar, que atende os militares, familiares e servidores civis do Exército, não informava o número de leitos disponíveis e nem se estariam disponíveis à população de Campo Grande, caso houvesse disponibilidade.

Os dados informam que são 20 leitos de UTI disponíveis na unidade militar. Destes, 18 estão ocupados por pacientes Covid-19 e dois por pacientes não-covid.

A previsão do hospital é de apenas sete leitos e tiveram de adaptar leitos de emergência e quartos privativos para o atendimento. O hospital informou que estes leitos excedem a previsão de atendimento, inclusive de pessoal para atender a situação.

Já os leitos clínicos, para casos ainda não graves, o Hospital Militar conta com 40 leitos previstos e nove em emergência. Destes, 16 são ocupados por pacientes covid e 33 por pacientes não-covid. O índice de ocupação é de 78%, classificado como “colapso iminente”.

Na Aeronáutica o Esquadrão de Saúde de Campo Grande não tem leitos previstos em sua estrutura. A planilha divulgada pela Diretoria de Saúde da Aeronáutica mostra zero leitos de UTI para atender os militares da Força Aérea.

De acordo com militares ouvidos, os encaminhamentos de pacientes em caso grave são para o Hospital do Exército e também da Cassems, através de convênios.

O 6º Distrito Naval, em Ladário, ainda não atendeu à determinação do TCU e não divulgou os leitos de UTI disponíveis para atender à tropa naval em MS.

Na semana passada, contudo, o departamento de saúde da Marinha solicitou à Secretaria de Estado de Saúde auxílio para transferir paciente em caso grave. Segundo fontes da secretaria, os marinheiros também não teriam leitos previstos.

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Redação Ms de Fato

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