Cidades

Mato Grosso do Sul ultrapassa 1,1 mil internados

Ocupação de leitos UTI-SUS na macrorregião de Campo Grande está em 110%.

Mais uma vez, Mato Grosso do Sul bate novo recorde: já são1.108 pessoas internadas, sendo 634 em leitos clínicos (434 público; 200 privado) e 474 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (349 público; 125 privado).

A ocupação global de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) na macrorregião de Campo Grande está em 110%; Dourados 101%; Três Lagoas 91% e Corumbá 100%.

Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta terça-feira (23).

O prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD), alerta que não há mais espaço para ampliar leitos, e que se houvesse, não há mais recursos humanos e nem insumos.

Leitos estão sendo improvisados e doentes estão em locais inadequados, informou o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

“Pessoas estão em prontos socorros, ala vermelha, ala azul e centros cirúrgicos já que não estão fazendo cirurgias eletivas. Isso nos preocupa”, disse.

Resende afirma que as vagas de leitos que surgem são de óbitos que ocorrem. “Mesmo para quem tem o melhor plano de saúde, não vai ter acesso nem à leitos de UTI e nem clínicos. O melhor plano de saúde é ficar em casa”.

“Não há mais leitos. Nem se você tiver condição financeira de ir para outro Estado”, complementa a secretária adjunta de Saúde, Christinne Maymone.

O governador do estado, Reinaldo Azambuja, assegura que para o sistema de saúde não colapsar, é necessário o isolamento. “Sabemos da contrariedade de alguns segmentos da economia, mas agora não tem outra alternativa”, declara.

Hospitais particulares de Campo Grande se manifestam que “alcançaram o limite”. Cassems, Unimed, do Coração (Clínica Campo Grande), Proncor, Pênfigo e El Kadri fizeram um pronunciamento conjunto nesta segunda-feira (15).

Em carta, informam que as unidades hospitalares enfrentam dificuldades para regulação de leitos de UTI e semi-intensiva; contratação de profissionais de saúde e aquisição de equipamentos e medicamentos. Além disso, não possuem mais capacidade de ampliar seu espaço físico.

O objetivo do documento assinado pelas instituições é de conscientizar sul-mato-grossenses a respeito da gravidade da situação no Estado, principalmente na Capital.

Novos leitos

Leitos readaptados, ou seja, leitos normais transformados em leitos de UTI para tratamento da Covid-19, são ativados em hospitais diversos para desafogar demanda.

Na Unidade do Trauma, localizada em Campo Grande, foram transformados 120 leitos, sendo 90 clínicos e 30 de UTI.

No Hospital São Julião, foram ativados 15 leitos de retaguarda. São disponibilizados 12 leitos de UTI exclusivos para pacientes SUS na Clínica Campo Grande, sete semicríticos no Hospital de Câncer, dez leitos de UTI no Hospital do Pênfigo e dez leitos no Hospital EL Kadri.

Resende anuncia que dez leitos de unidades coronarianas no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) foram transformados em leitos de COVID, e todos já estão ocupados.

Ainda segundo o secretário, foram ativados mais dez leitos em Ponta Porã e outros dez em Três Lagoas, todos já preenchidos.

Panorama da Covid-19 em 23 de março de 2021

Mato Grosso do Sul já tem 3.895 óbitos por Covid-19 e 204.096 confirmações, desde o início da pandemia. São 41 novas mortes e 1.265 casos confirmados nas últimas 24 horas.

Em isolamento domiciliar encontram-se 11.810 doentes. Recuperados somam em 187.283.

De ontem para hoje, Campo Grande registrou 319 novos casos; Naviraí 125; Dourados 111; Três Lagoas 50; Sidrolândia 41; Aparecida do Taboado 35; Nova Alvorada do Sul 35, Água Clara 29; entre outros municípios.

Campo Grande, Naviraí, Ribas do Rio Pardo, Anaurilândia, Corumbá, Itaquiraí, Ponta Porã, Nioaque, Rio Brilhante, Paranhos, Três Lagoas, Aquidauana, Coxim, Miranda, Brasilândia, Costa Rica e Sidrolândia são as cidades do Estado que apresentaram mortes nas últimas 24 horas.

Já são 12.047.526 brasileiros infectados pelo vírus e 295.425 mortes. Recuperados totalizam em 10.507.995. Os dados são do Ministério da Saúde.

Fonte: correiodoestado.com.br

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Redação Ms de Fato

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