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Mulher é morta a tiros na frente de filhos em cidade de MS

Erica Miranda de Souza, de 28 anos, já havia se separado cerca de 10 vezes do marido Diogo Cardoso de Souza, que a matou com cinco tiros na madrugada de segunda-feira (23), em Terenos, a 28 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o registro policial, o crime aconteceu na chácara onde a família morava. Moradora da propriedade vizinha relatou que o filho de Érica, de 9 anos, foi até ela por volta das 6 horas desta segunda-feira, pedindo por ajuda.

O menino teria dito que o ‘tio’ tinha matado a mãe dele (o autor era padrasto do menino). Ele ainda contou que após o marido de Érica atirar nela, levou o menino até a sede da propriedade rural, onde guardou a arma de fogo e fez uma ligação telefônica de um aparelho fixo.

Já de volta na casa onde a família vivia, o homem ordenou que o menino fosse dormir junto com o irmão mais novo, de 2 anos, com a mãe. A vítima estava deitada na cama, provavelmente morta, segundo a polícia.

Isso porque o filho contou para a vizinha que chamou a mãe várias vezes, mas ela não respondia. O autor do crime chegou a ordenar que a criança esperasse até o amanhecer para pedir ajuda. A testemunha contou que chegou a ouvir o tiro na noite de domingo, por volta das 23 horas.

Testemunha relatou à polícia que, por volta das 3 horas, o autor do crime foi até a casa dele pedindo uma carona para Campo Grande. Ele teria alegado que o pai tinha sido assassinado em outro estado. Diogo foi deixado no Aeroporto Internacional de Campo Grande

A Polícia Militar foi acionada e encontrou o menino de 2 anos dormindo abraçado com a mãe. As crianças foram deixadas com familiares.

Depois de sua prisão, o autor disse em depoimento que não se lembrava de muita coisa. Apenas que havia tido uma discussão com Érica quando eles estavam fazendo um churrasco na chácara onde moravam, na noite de domingo (22). Sendo que após a discussão e o feminicídio, ele teria dado um beijo nela pedindo desculpas pelo que havia feito.

De acordo com o depoimento dele à polícia, contou ter trabalhado naquele dia até as 16 horas fazendo pamonhas com seu patrão, e que depois do trabalho ganhou um caixa com 15 cervejas e foi para casa, onde ele e Érica passaram a assar um porco. Quando a cerveja acabou, ela pediu para que fosse até a sede pegar mais cerveja.

Ainda segundo o depoimento, quando voltou com mais cerveja trouxe consigo uma arma de seu patrão e os dois passaram a atirar contra latinhas vazias. De acordo com o autor, ele passou a falar que os homens de sua família não morriam pelas mãos dos outros, momento em que a vítima teria dito que Diogo estava se achando imortal.

Assim, começou uma discussão entre o casal, e Diogo disse que Érica passou a dizer que ele havia a traído com uma amiga dela, mas ele negava a traição. Érica teria quebrado os celulares e entrado para a casa, quando Diogo foi atrás e, segundo ele, a esposa teria dito: “Atira se você é homem. Você não tem coragem”. 

Diogo fala que depois que ela se sentou na cama atirou pelo menos cinco vezes contra ela, que caiu na cama. O filho dela viu o crime momento em que perguntou se Diogo atiraria contra ele também, e o autor disse que não faria isso com uma criança.

Após isso, Diogo deu um beijo em Érica pedindo desculpas e fugiu em seguida.

midiamax

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