Economia

Pandemia derruba lucro de estatais e compromete dividendos

O governo conta com mais recursos das empresas em 2021, ano em que as incertezas permanecem com o avanço da Covid.

A pandemia derrubou praticamente pela metade o resultado das grandes estatais em 2020, reduzindo os dividendos pagos à União e agravando o cenário de desequilíbrio nas contas públicas. O governo conta com mais recursos das empresas em 2021, ano em que as incertezas permanecem com o avanço da Covid.

Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, Eletrobras e BNDES –que respondem por mais de 90% dos dividendos pagos à União– terminaram a publicação de seus balanços neste mês e mostraram juntas uma queda de 44% no lucro líquido em 2020, para R$ 60 bilhões.

Os diferentes efeitos da pandemia fizeram as empresas pagarem 70% menos dividendos à União no ano (R$ 6,8 bilhões), o menor valor desde 2017 –quando as empresas ainda se recuperavam de perdas de anos anteriores.

A pandemia esteve presente nos balanços de todas elas. As empresas citaram a Covid como causa de quedas de receitas, postergação de investimentos, atrasos em fornecimento e necessidade de reservas para perdas.

A Petrobras teve redução de 13% nas receitas com vendas, impactada pela menor demanda por gasolina e querosene de aviação devido às restrições na mobilidade urbana e no setor aéreo.

A petroleira também viu o valor da commodity sofrer um choque ao se desvalorizar com a redução da atividade econômica global, principalmente no início da pandemia. A empresa ainda foi afetada pela desvalorização do real frente ao dólar e, ao fim do ano, registrou queda de 82% no lucro em 2020 (para R$ 7,1 bilhões).

Já os bancos públicos tiveram que reservar mais recursos para potenciais empréstimos não pagos –o que afetou diretamente o resultado.

O Banco do Brasil elevou a provisão para créditos de liquidação duvidosa em 47% (para R$ 22 bilhões ao fim de 2020). Além disso, teve queda em receitas com serviços pela menor procura de clientes. O lucro caiu 30%, para R$ 12,7 bilhões.

As instituições financeiras, no entanto, foram beneficiadas por medidas anticrise do governo, principalmente os programas de crédito com garantia de recursos do Tesouro (como o Pronampe, voltado a micro e pequenas empresas).

A pandemia esteve presente nos balanços de todas elas. As empresas citaram a Covid como causa de quedas de receitas, postergação de investimentos, atrasos em fornecimento e necessidade de reservas para perdas.

A Petrobras teve redução de 13% nas receitas com vendas, impactada pela menor demanda por gasolina e querosene de aviação devido às restrições na mobilidade urbana e no setor aéreo.

A petroleira também viu o valor da commodity sofrer um choque ao se desvalorizar com a redução da atividade econômica global, principalmente no início da pandemia. A empresa ainda foi afetada pela desvalorização do real frente ao dólar e, ao fim do ano, registrou queda de 82% no lucro em 2020 (para R$ 7,1 bilhões).

Já os bancos públicos tiveram que reservar mais recursos para potenciais empréstimos não pagos –o que afetou diretamente o resultado.

O Banco do Brasil elevou a provisão para créditos de liquidação duvidosa em 47% (para R$ 22 bilhões ao fim de 2020). Além disso, teve queda em receitas com serviços pela menor procura de clientes. O lucro caiu 30%, para R$ 12,7 bilhões.

As instituições financeiras, no entanto, foram beneficiadas por medidas anticrise do governo, principalmente os programas de crédito com garantia de recursos do Tesouro (como o Pronampe, voltado a micro e pequenas empresas).

Fonte:www.noticiasaominuto.com.br

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Eidson Brito

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