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Reinaldo quer subordinar 8 subsecretarias à Segov e concentrar mais decisões em Riedel

O governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja () enviou à  (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul) projeto de lei que altera a estrutura básica do Executivo para subordinar diretamente ao titular da Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica), Eduardo Riedel, oito subsecretarias. Na prática, são mais poderes delegados ao titular da já maior pasta da gestão tucana, que vem ganhando espaço ao longo da administração, com poderes de demissão, promoção e cada vez mais representação em eventos públicos do governador.

A matéria deu entrada na quinta-feira (26) na Casa de Leis. Se aprovada, as subsecretarias de Políticas Públicas para Mulheres; para a Promoção da Igualdade Racial; para a População ; para a Juventude; para a População LGBT; para as Pessoas com Deficiência; para as Pessoas Idosas e a de Assuntos Comunitários, passam diretamente para a Segov de Riedel.

A Secid (Subsecretaria Especial de Cidadania), que hoje tem vinculação com essas subpastas, será extinta. Ela havia sido criada na reforma de 2018, que também extinguiu a SECC (Secretaria de Estado de Cultura e Cidadania).

“Esclareço, que, em virtude da revogação do item 1-A da alínea “b” do art. 10 da Lei N.º 4.640, de 2014, promove-se a renumeração de dispositivos para adequar à correta técnica legislativa as disposições que tratam das competências das referidas Subsecretarias que, a partir da publicação da pretensa Lei, ficam diretamente subordinadas ao titular da pasta de Governo, sem aumento de novas despesas”, pontuou Reinaldo na justificativa.

Mais poder

Ao longo dos últimos meses, o governador vem delegando cada vez mais atividades a Riedel enquanto se afasta das agendas públicas, principalmente as que acontecem em Campo Grande. Em março do ano passado, o secretário passou a assinar atos normativos de transformação de cargos em comissão vagos e de nomear e exonerar comissionados.

Já em fevereiro deste ano, Riedel recebeu a competência de ceder servidores com ônus para a origem, ou seja, sem reembolso aos cofres públicos. As mudanças são legais e não prejudicam a atuação de Reinaldo.

‘Cortar caminho’

Em agenda de entrega de pacote de mais de R$ 1,3 bilhão em obras para Campo Grande na última sexta-feira (27), Riedel minimizou a situação. “Na prática, estamos cortando caminho porque essas subsecretarias já respondem à Segov, como era antes. Promover, exonerar, desde o início do governo é minha tarefa”, disse.

Questionado se esta seria uma estratégia tucana para se manter à frente do governo, já que Reinaldo Azambuja não pode se reeleger e não há candidato que desponte no  até o momento, Riedel riu. “Estou focado no governo, em construir o resultado. Acabamos de sair de uma eleição e 2022 está muito longe”, finalizou.

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Redação Ms de Fato

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