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Sem municípios em risco extremo, Assomasul recomenda lei seca em todo Estado

Com o agravamento da pandemia e a falta de leitos no Estado, a Associação dos Municípios do Mato Grosso do Sul (Assomasul), convoca algumas cidades do Estado para uma reunião virtual nesta terça-feira. 

Na tentativa de frear o contágio do coronavírus, os gestores municipais querem a proibição de consumo de bebidas alcoólicas em públicos públicos e comerciais comerciais.

Presidida pelo prefeito de Nioaque, Valdir Couto (PSDB), uma reunião contou com a presença do governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), que deve analisar o pedido nos próximos dias. 

“Pedimos o apoio do Governo do Estado para termos a proibição do consumo de bebida alcoólica em ambientes públicos, com isso poderemos evitar acidentes no trânsito, que acabam ocupando leitos em hospitais e também a proliferação do vírus”, pontuou Couto ao Correio do Estado.

Na semana passada, a Associação recomendou que os municípios do Estado adotassem o toque de recolher das 20h às 5h, a implementação de barreiras sanitárias ea proibição do transporte intermunicipal.

Conforme o prefeito de Nioaque, com a terceira onda de contágio de Covid-19, é necessário, termos medidas unificadas para conter o avanço da pandemia.

 Os números não são bons, já tínhamos feito algumas recomendações para evitar a proliferação do vírus, alguns municípios seguiram como recomendações, mas precisamos continuar com as medidas em conjunto e também com o apoio do governo”, destacou. 

De acordo com a infectologista Mariana Croda, devido à falta de ações efetivas para frear o contágio da doença no Estado, qualquer medida é bem-vinda. 

“Não está sendo tomada nenhuma medida efetiva para conter o avanço da doença, afetando as cargas nos municípios e eles não têm conseguido conter a situação, com isso, as pessoas estão morrendo sem assistência. No pior momento da pandemia estamos deixando a população tomar acordo com as normas ”, alegou.  

Conforme o relatório do Prosseguir, Campo Grande segue em bandeira vermelha, o que indica grau alto de risco para Covid-19, assim como Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Aquidauana, Bonito, entre outros. 

Na última atualização do mapa, um Capital ainda ocupava uma bandeira vermelha, contudo, mesmo com o aumento no número de casos confirmados, internações e procura por fila de espera por um leito, Campo Grande segue na mesma colocação. 

A cidade de Dourados, que antes ocupava a bandeira cinza, saiu do risco extremo de contágio após adotar lockdown, devido ao agravamento da pandemia. 

De acordo com o Programa, o toque de recolher nas cidades de Mato Grosso do Sul será alterado automaticamente conforme para uma classificação no mapa. Nos municípios com bandeira vermelha o toque de recolher fica das 22h às 5h. 

Ainda que o mapa não tenha municípios em risco extremo, Mato Grosso do Sul tem transferência de pacientes intubados para outras regiões e também segue liderando a média móvel de mortes no país.

Mato Grosso do Sul já contabiliza 21 pacientes que precisaram ser encaminhados para outros Estados devido à falta de leitos.

TAXA DE OCUPAÇÃO

Neste momento, todos os hospitais do Estado apresentam superlotação em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). 

Campo Grande lidera com 113% de suas vagas hospitalares preenchidas, em seguida, uma ópera de Corumbá com 107% de ocupação. 

Três Lagoas e Corumbá estão com 98% de seus leitos tratamentos ao enfrentamento do coronavírus em uso.  

Em paralelo, uma fila de espera por vagas em leitos clínicos e de UTI só cresce, com 293 enfermos aguardando por um leito no Estado hoje.  

Destes, 181 são da macrorregião de Campo Grande, sendo 141 só da própria Capital. 

A Central de Regulação de Dourados contém 49 pacientes à espera, e 63 enfermos aguardam leitos pela Central de Regulação do Estado (Core).  

Conforme com o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), 304.315 pessoas já foram contaminadas pela Covid-19 desde o início da pandemia em Mato Grosso do Sul. 

No total, 7.210 pessoas morreram em decorrência da doença no Estado. (Informações do Jornal Correio do Estado)

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Redação Ms de Fato

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