Política

Trad diz que hospitais não estão lotados; Resende rebate e manda prefeito ouvir médicos

Secretário de Saúde disse que prefeito tem parentes médicos que podem ajudá-lo.

cenário atual da pandemia de Covid-19 começa a causar atritos entre o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) e o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Nesta terça-feira, em entrevista a uma rádio da Capital, o prefeito afirmou que os leitos não estão na capacidade máxima de ocupação e que esse tipo de informação leva a pânico.

Resende rebateu, afirmando que os próprios hospitais já enviaram comunicado ao prefeito, onde afirmam que estão na capacidade máxima, e ressaltou a dificuldade para abertura de novos leitos, por falta de espaço e recursos humanos.

“Ns precisamos ser reais, quanto a números não há contestações, inclusive hoje há um comunicado que deve chegar ao prefeito de todos os hospitais privados do Mato Grosso do Sul que mostram um quadro de verdadeira tragédia que nós estamos prenunciando, não há vagas de leitos de UTIs e nem de leitos clínicos em Mato Grosso do Sul, principalmente aqui na Capital”, disse Resende.

O secretário estadual de saúde disse ainda que o prefeito precisa ouvir mais os profissionais de saúde e a ciência.

Afirmações foram feitas durante inauguração do banco de sangue da Santa Casa, nesta terça-feira (16).

Conforme Resende, o governo tenta a abertura de novos leitos de UTI para suprir a demanda. Atualmente, 893 estão internadas em hospitais do Estado e as internações tem batido recorde diariamente.

No entanto, há dificuldade para encontrar novos locais e também profissionais de saúde que são necessários para manutenção de leitos, que vão de intensivistas e enfermeiros e fisioterapeutas.

“Vamos fazer um apelo à universidade, ao HU da UFGD, e também um apelo ao Ministério da Educação, já que lá é um hospital universitário, para nos ajudar a abrir o Hospital da Mulher em Dourados, recentemente inaugurado, para que nós tenhamos lá 10, 20, 30 leitos de UTI, com o mesmo quantitativo de leitos clínicos, porque aqui na Capital tudo o que for possível fazer junto com o município nós vamos fazer”, disse Resende.

“N,ão é alarme, não é trazer trazer pânico, é mostrar o quadro”, acrescentou.

Ainda conforme o secretário, muita gente não tem noção da proporção da pandemia por seguir orientações de pessoas que não seguem a ciência.

Ele afirmou que no Estado há profissionais renomados a nível Brasil e mundial, que são os infectologistas e pesquisadores Julio Croda, Mariana Croda e Rivaldo Venâncio, e orientou que o prefeito os ouça.

“Não podemos nos guiar por aqueles que fora da área da saúde, que nada entendem de saúde e que querem dar caminhos para o município de campo grande enfrentar essa pandemia”, avaliou.

Ainda sobre essa orientação, Resende frisou que Marcos Trad tem parentes médicos, entre eles o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que pode orientá-lo na condução de medidas para o enfrentamento da pandemia, caso ele não queria seguir as recomendações do governo do Estado.

“Na própria cozinha do prefeito tem uma pessoa que eu avalio que fez uma boa condução no Ministério da Saúde e que pode inclusive orientá-lo nesse momento tão crucial, que é o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que é primo inclusive do prefeito. Se não serve o Geraldo Resende, secretário de Saúde do Estado, ele tem na própria família alguém que possa orientá-lo”, concluiu.

Falta de informações

O Município vem sendo criticado pela Secretaria Estadual de Saúde durante a semana também devido a falta de repasse de dados sobre a pandemia.

Ontem (15), Resende informou que, pela terceira vez consecutiva, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) não forneceu os dados sobre a taxa de ocupação de leitos da macrorregião de Campo Grande, que são utilizados para compor o boletim epidemiológico do Estado.

Resende disse ainda que encaminhará ao Ministério Público Estadual um ofício pedindo ajuda para fazer intervenções, “para continuarmos a dar os dados corretos da doença no Estado, principalmente da macrorregião de Campo Grande”.

A assessoria da Sesau informou que os dados estão em atualização e que o atraso no repasse é motivado pelo lançamento de novos leitos, e não por eventual colapso na saúde.

Fonte: correiodoestado.com.br

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Eidson Brito

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